sábado, 30 de maio de 2009

Sabádo de inverno...

Nunca gostei muito de ficar sozinha, não pelo fato de não me sentir bem comigo mesma, mas por estar acostumada com a companhia daqueles que sempre estiveram comigo, dos sabádos sentados em qualquer mesa de bar, das risadas, da pinga com soda. Sabia que não ia ficar lá por muito tempo, um dias as coisas iam mudar, e que aquele pedacinho era pequeno demais pra minha criatividade, que faltava pular pelas janelas. E pareço acordar em um mundo novo a cada dia, só meu, que eu mesmo crio e reinvento , pareço conhecer como ninguém as pessoas que me rodeiam, outras vezes, pareço estar no meio de estranhos e nessa hora tenho vontade de correr para os meus pedaços que deixei por lá! E eu estou sempre a esperar por eles, mesmo que eles me deixem sozinha em pleno sabádo de inverno. Vou me sentar comigo mesma e tomar uma cerveja, e contar a mim mesma todos as histórias que tinha pra te contar, e rir de mim mesma quando nada mais restar!
Porque...

"Hoje eu tô sozinha e não aceito conselhos, vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho. Logo agora que eu parei, parei de te esperar. Hoje eu tô sozinha, não sei se me levo ou se me acompanho..." (Ana Carolina)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Literária...

"De vinho ou de poesia, a teu gosto, mas embriaga-te..."




Hoje acordei meio literária demais...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O mundo e seus moinhos!

Manhã cinzenta, com gostinho de sol com frio, do jeito que só eu gosto! Uma xícara de café, e um par de cigarros pra me fazer companhia... Acordei hoje com os barulhos da construção no apartamento abaixo, meio perdida em coisas pra fazer e estudar, relembrando uma conversa nada agradável. Engraçado como tudo que é dito, escrito, as vezes não soam como deveriam! As pessoas estão tão convictas do que acham que são, que se alguém as tiram do seu mundinho, acham isso um absurdo, porque o que vale é o que elas acham que pensam de si mesmas! Muitas vezes dizer o que pensa, seja por entre linhas, ou abertamente, causa um certo impacto! Mas não é isso que as pessoas querem, sinceridade acima de tudo, doa a quem doer? Até a hora que tocam suas verdades estigmatizadas pelo tempo, aquelas quase imperceptíveis, mas que estão ali, e não passam despercebidas. Não entendo o mundo e seus moinhos, e as pessoas que o embalam, tão donas das suas ideologias, que não enxergam a realidade, ou ao menos aquelas que lhe são mostradas de alguma forma! Vou me sentar em um boteco e deixar ficar, afinal, Ideologia ainda quero uma pra viver ... como eles!

domingo, 17 de maio de 2009

E agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa...

Talvez tenha cansado da sua futilidade, e do modo exagerado e isacerbado de falar, de vestir e de se portar, da seriedade que parece esquecer tudo que está a sua volta, da risada alta e escandalosa que desperta a atenção até daqueles que estão a voltas com o seu mundinho, da inconstância de estar e derepente desaparecer incomodando todos que esperam pela sua presença, do modo de apontar o verbo em uma frase, com suas metáforas e antíteses, da velha impressão da pouca idade camuflada em meio a histórias para rir e se espantar, para chorar e se comemorar estando espalhadas em gestos e palavras, gírias e convenções. Cansei, mas cansei até o ponto de perceber que os dispostos realmente se distraem e que talvez já tenha me acostumado com a extravagância do seu ser... Extravagância essa que me acompanha pelas voltas a noite rodando quarteirões com a intenção de se falar mais, ou ao menos te escutar mais, que me acompanha pelas voltas que o mundo dá, e da rapidez como tudo aconteceu, me acompanha pelas noites que escutar o professor falando se torna um saco, seguida pelas suas risadas irritantes, mas necessárias. Talvez o afastamento seja o primeiro passo para se descobrir a falta que te faz certas coisas, sejam elas grandes ou pequenas, e depois voltar atrás para repensar a falta que te fez. Afinal, a vida é feita de pessoas que te fazem bem. Pessoas que terão um lugarzinho reservado mesmo que não se arrastem pela vida inteira. Pessoas com as suas extravagâncias e futilidades, que de perto são as preciosidades a se levar pela vida inteira!

P.S: Voltei com o blog! Estava morta de saudades.. valeu pelos visitantes ou quase isso! ;)

sábado, 18 de abril de 2009

Tempo, tempo, mano velho...

Andei meio sumidinha daqui, e percebi como o tempo voa enquanto nos dedicamos a ilhares de coisas a fazer.. Andei tendo mais provas do que deveria e confesso, algumas baixas notas misturadas a colas e tardes de estudos. Andei mudando de casa, duas vezes.. Sim! Em duas semanas, já me mudei denovo e acho que agora encontrei o lugar certo, depois de andar alguns longos dias atrás, e depois de decretar ódio total a imobiliárias! Andei bebendo pouco e fumando mais.. depois de não estar aos olhos dos pais, as coisas realmente mudam! E andei sentindo mais saudades do que deveria, do cheiro, calor, sorriso, abraço, daqueles que são meus, mas não podem estar aqui! Andei conhecendo pessoas novas e rindo com os casos contados... nessa hora dei até de psicóloga a analisar o comportamento alheio! Andei me adaptando as novas cores, texturas e contas! Andei viajando, conhecendo novos lugares e novas tecnologias.. e percebendo como esses lugares me fizeram bem! Andei me atrapalhando, no trânsito, nas compras, nas contas de Topografia! Andei me estressando, com a moça do supermercado, com uma ligação no meio da noite, com o meu professor... mas principalmente andei amando mais, aqueles que ficaram de lá, mas que não me deixam nunca! E nem eu a eles...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Piegas...

"Acho que gostei desse seu sorrisso, que parece que te chama e te faz parar... Gostei do seu jeito de querer cuidar, e de olhar, e de querer saber e perguntar! Gostei até do seu jeito de levantar os óculos... Mais é uma coisa tão irreal que dói.. Bem lá dentro, bem lá no fundo! E me faz pensar em você, me faz querer fugir, me faz sofrer... mas não um sofrer triste e feroz! Um sofrer de pensar que você está aí tão longe.. e não aqui.."

Piegas...

Nada melhor do que uma segunda-feira cinzenta pra relembrar fatos do passado!
AnyWay!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Por entre construções

Quando entrei pela primeira vez naquela sala, tão grande em sua maioria e tão vasta em sua população senti um misto de ansiedade e minhas pernas tremiam como se estivesse entrando pela primeira vez em uma sala de aula, com minhas meias 3/4 e uma lancheira rosa. E tudo que eu precisava era de uma dose de rum com bastante gelo e um par de cigarros para poder rir facilmente e falar algumas besteiras. Ao sentar lá no fundão (o que foi péssimo, já que não enxergo quase nada de longe) olhei para o lado e percebi que quase todos estavam de bota ponta de aço, e eu de salto alto. Bola fora. Afinal não vou entrar em uma construção de salto alto. O professor começou a falar sobre a história das construções e eu tão apreensiva não conseguia assimilar nada com nada, e tudo que eu pensava era o que ia falar na hora da apresentação da turma. Na hora nem ouvia o nome de ninguém, ansiosa por chegar a minha vez. Falei rápido e até alto demais, praticamente gritei meu nome (mais de nervoso mesmo e não pra ser notada). Na hora do intervalo pensei: "O que que eu tô fazendo aqui?" Quis de novo o meu recreio em um pátio enorme acompanhada das minhas antigas pessoas... Pensei em desistir e virar hippie, construir uma casinha lá no pé da serra e sair correndo dali. Mas a crise passou (foi obrigada praticamente!) e sem ela vieram as vigas, estruturas e o desenho arquitetônico. A vontade de aproveitar cada instante daquilo e me enfiar dentro de uma construção, mas dessa vez de bota, e sair analisando tudo. E engraçado como as primeiras impressões definitivamente não são a que ficam. Da menina barraqueira a mais legal da sala, do 'tarado' ao irreverente, do tímido a inteligência e do tagarela ao meigo. Fui de um oposto ao outro em questão de dias. E percebi como essas novas pessoas têm um pouco das antigas. Ou talvez eu tenha idealizado-as para que elas ficassem mais próximas. Só o que sei é que ainda não desisti de construir minha casinha lá no pé da serra, pra poder tomar bastante pinga e tocar viola até amanhecer.